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Leonardo Entre Nós: Imagens, Sons e Palavras na Época Intermidiática

Editora: CONTRAPONTO (veja mais livros desta editora)
Autor(es): Giorgio Baratta (veja mais livros deste autor)

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Ficha técnica

Código de barras:
9788589216319
Dimensões:
1.00cm x 14.00cm x 21.00cm
Edição:
1
Editora:
CONTRAPONTO
ISBN:
8589216314
ISBN13:
9788589216319
Número de páginas:
212
Peso:
340 gramas
Encadernação:
Brochura

Sinopse

Leonardo da Vinci penetrou em nossa era midiática com avassaladora presença. Circula visível e lampeiro em toda parte, com suas barbas venerandas estampadas até nas notas do euro. Não escapou sequer do mundo do rock and roll, iconizado em camisetas e outros apetrechos do pop. O deslumbramento diante dos seus quadros, como a Monalisa e a Santa Ceia, faz a festa nos museus; tais quadros, juntamente com a figura do seu Homem Vitruviano, têm sido largamente parodiados sem jamais esgotarem o seu mistério e perene beleza. Sua legenda vem de longe e inclui a amplitude do espectro de interesses que moviam a sua atividade artística, intelectual e científica, o que fez dele uma fonte permanente de inspiração de estudos, sobretudo nos círculos acadêmicos. Nada disso, entretanto, afetou a opção feita pelo saudoso gramsciano Giorgio Baratta, de quem agora se lança no Brasil este "Leonardo entre nós", uma súmula das pesquisas que há algum tempo ele e seu grupo italiano de Urbino desenvolveram em torno de da Vinci, com a adesão, entre outros, de Ernst Gombrich e Eric J. Hobsbawn. O foco epistemológico se fixa na obra escrita do gênio italiano, que, embora de pequenas dimensões, concentra denso e estimulante pensar, mesmo considerando-se o tempo decorrido e os condicionamentos históricos. A matéria-prima deste importante ensaio são os cadernos de anotações e o Tratado da Pintura, aqui chamado de Livro de Pintura. O pensamento davinciano está por inteiro ali e, revisitado e de novo interpretado, se nos afigura surpreendente, repleto que está de conceitos e percepções muito além das cogitações de sua época, dando a impressão de ter como endereço certo a nossa contemporaneidade, tal a sua originalidade e alcance. Ás vezes seu pensamento bordejava certa bizarria, ao combinar ideias e categorias que tiveram voga no período medieval com incríveis "sacadas" que não encontraram abrigo nos cânones do Renascimento. Pior para os cânones e para os donos da verdade. A universalidade de seu pensamento, entretanto, torna-se agora mais clara através de uma maneira muito peculiar de abordagem, revelando-se quase sempre dicotômica, como dicotômica foi sua personalidade psíquica, objeto de texto paradigmático, verdadeiro "de profundis" de Sigmund Freud sobre um sonho de Leonardo. Dialético à moda dos pré-socráticos, podendo ser aparentado num primeiro instante a Empédocles, da Vinci manifesta, porém, uma verdadeira idiossincrasia quanto ao mero dualismo metafísico, rechaçando resol